Quem nunca colocou a nota de dinheiro contra a luz pra ver a marca d’água? Se você sempre quis saber de onde vem aquela marquinha que aparece magicamente continue lendo…

Mas afinal, quem fabrica o dinheiro? Aqui no Brasil é a Casa da Moeda, que, além do Real, também produz alguns documentos importantes que não podem ser facilmente falsificados. Ela é aberta ao público e para visitar e ver de perto como nosso dinheiro é produzido, basta se inscrever no site e agendar.

E como é todo o processo de impressão? Tudo começa com a matéria-prima, o papel.

Todas as folhas, que são produzidas somente por encomenda, são analisadas rigorosamente de cima a baixo. Tamanho, porosidade, acidez, aspereza, peso, opacidade, resistência… Tudo é checado antes da impressão.

O papel que vai virar moeda é uma junção de três lâminas sobrepostas, parecido com um sanduíche. As lâminas externas geralmente são de pasta de madeira. A lâmina do meio é de pasta de algodão. É nessa lâmina que são colocados os itens que garantem a segurança da nota e é aqui que fica a marca d’água que falamos antes. Só conseguimos enxergá-la contra a luz, pois ela é protegida pelas outras camadas de papel. Legal, né?

E depois disso é a hora de imprimir? Sim! Mas por partes: a primeira camada que a nota recebe é feita com tinta invisível, que só é detectada por luz azul. Em seguida, a nota ganha mais uma camada de tinta. Nessa etapa são impressos alguns desenhos. Só aqui são usados 10 tipos diferentes de tintas e no final desta etapa a nota precisa secar durante dois dias!

Depois de seca, é hora das impressões em relevo em lugares nobres da célula. Essa parte é chamada de calcográfica e tem o objetivo de criar um efeito que os falsários não consigam copiar.

O próximo passo de impressão é o holograma, onde o número da nota é impresso de modo que sua cor tenha um brilho variável conforme a luz.

E agora? Quando tudo já foi impresso é necessário passar pelo controle de qualidade e aplicação do número de série, que é impresso duas vezes: no canto inferior, em preto, e no superior, em vermelho.

Curiosidade: 7% das folhas produzidas precisam de análise manual, que é feita exclusivamente por mulheres, pois elas apresentaram um desempenho mais apurado na triagem das cédulas!

Por fim, elas são cortadas, embaladas em maços e guardadas nos cofres até serem entregues para o Banco Central.

De acordo com a Casa da Moeda, a produção é de cerca de 10 mil folhas por hora. Cada folha contém entre 45 e 50 cédulas, dependendo do tamanho das mesmas.

Pronto! Agora, quando você colocar a nota contra a luz, já sabe que aquele mico-leão-dourado que aparece não é mágica, e sim, muita técnica e cuidado para sua segurança!

Esperamos que tenha gostado. J Continue lendo o blog para aprender ainda mais sobre seu dinheiro.

Fontes: Casa da Moeda / Superinteressante / Minilua / Economia Uol